Fisioterapia na artrose de joelho: o que a ciência realmente recomenda

A fisioterapia, com foco em exercícios e educação, é o tratamento de primeira linha para artrose de joelho.

JOELHO

Katia Farias

4/24/20262 min read

A artrose de joelho é uma condição muito comum, especialmente com o avanço da idade, e pode causar dor, rigidez, inchaço e perda de função. Essas limitações impactam diretamente atividades do dia a dia, como caminhar, subir escadas e até levantar de uma cadeira.

Apesar de muitas pessoas associarem o tratamento apenas ao uso de medicamentos ou cirurgia, as principais diretrizes internacionais são claras: a fisioterapia, com foco em exercícios e educação, é o tratamento de primeira linha.

Por que a fisioterapia é tão importante?

A artrose não é apenas “desgaste”. Ela envolve alterações mecânicas, inflamatórias e funcionais da articulação. Por isso, o tratamento precisa ir além do alívio imediato da dor.

A fisioterapia atua diretamente na causa do problema, ajudando a:

  • Reduzir a dor

  • Melhorar a função

  • Aumentar a força muscular

  • Proteger a articulação

  • Melhorar a qualidade de vida

Principais pilares da fisioterapia na artrose de joelho

1. Exercício terapêutico (base do tratamento)

É o recurso mais importante e com maior nível de evidência científica.

Inclui:

  • Exercícios de fortalecimento

  • Exercícios aeróbicos

  • Treinos funcionais

A prática regular ajuda a reduzir a dor e melhorar a capacidade funcional — muitas vezes com efeitos comparáveis a medicamentos.

2. Fortalecimento muscular

O foco principal costuma ser:

  • Quadríceps

  • Isquiotibiais

  • Glúteos

Músculos mais fortes ajudam a absorver carga e diminuem o estresse sobre o joelho.

3. Educação do paciente

Um ponto frequentemente negligenciado, mas essencial.

Inclui orientações sobre:

  • Entendimento da condição

  • Importância da atividade física

  • Controle de carga e esforço

  • Estratégias para lidar com a dor

Educação reduz medo de movimento (cinesiofobia) e melhora a adesão ao tratamento.

4. Controle de peso corporal

O excesso de peso aumenta significativamente a sobrecarga no joelho. Pequenas reduções de peso já podem gerar melhora importante na dor e função.

5. Terapias complementares

Podem ser utilizadas como coadjuvantes:

  • Terapia manual

  • Eletroterapia (com evidência limitada)

  • Uso de órteses ou palmilhas (em casos específicos)

Importante: esses recursos não substituem o exercício.

E quando pensar em cirurgia?

A cirurgia, como a prótese de joelho, costuma ser indicada apenas quando:

  • Há dor persistente intensa

  • Limitação funcional importante

  • Falha do tratamento conservador bem conduzido

Ou seja, a maioria dos casos pode (e deve) ser manejada inicialmente de forma não cirúrgica.

Conclusão

A fisioterapia é o pilar central no tratamento da artrose de joelho.


Exercício bem orientado, fortalecimento muscular e educação são as estratégias mais eficazes para controlar a dor e melhorar a função.

Se você tem artrose ou sente dores no joelho, procurar avaliação fisioterapêutica precoce pode fazer toda a diferença na evolução do quadro.

Agende já sua avaliação!